A Marvel vai virar a página da sua leitura digital. No dia 16 de novembro de 2026 estreia o Marvel Comics, novo aplicativo de quadrinhos da editora desenvolvido e operado pela WEBTOON Entertainment, empresa sul-coreana conhecida pela plataforma de webtoons. O serviço chega para o celular e para a web e substitui o Marvel Unlimited, assinatura que por quase duas décadas foi a principal porta de entrada para o acervo digital da Casa das Ideias.
Anunciado em 5 de outubro e apresentado ao público na New York Comic Con, o app promete mais de 35 mil HQs digitais logo na estreia, com títulos da Marvel, de Star Wars e da 20th Century Studios. Já o Marvel Unlimited tem data para acabar: a leitura pelo aplicativo antigo deixa de funcionar em 7 de dezembro de 2026, e o app sai de cena de vez no fim do mês.
Quanto custa o novo Marvel Comics
Diferente do Unlimited, que tinha um único plano principal, o novo serviço terá dois níveis de assinatura. A grande diferença entre eles é o tempo de espera pelas edições recém-lançadas nas bancas e comic shops. Os valores divulgados pela Marvel são em dólar e não incluem impostos:
- Base: US$ 9,99 por mês ou US$ 69,99 por ano, com acesso a todo o acervo e edições novas liberadas cerca de três meses após a versão impressa;
- Ultimate: US$ 12,49 por mês ou US$ 99,99 por ano, com lançamentos disponíveis a partir de 30 dias depois da edição impressa;
- Oferta de membro fundador: pré-cadastro com o primeiro ano do Ultimate anual por US$ 59,99, renovando depois pelo preço cheio.
Em conversão direta, sem IOF ou outras taxas, o plano Base mensal fica em torno de R$ 50 e o Ultimate anual passa de R$ 500. Vale reforçar que se trata apenas de uma referência: a Marvel não divulgou preços em reais.
O que muda na leitura
A WEBTOON construiu o aplicativo do zero, com foco em descoberta de histórias. Entre as novidades apresentadas estão:
- suporte tanto a HQs tradicionais, em páginas, quanto a histórias em rolagem vertical;
- navegação visual por capas e recomendações personalizadas com base no histórico de leitura;
- páginas dedicadas a personagens e autores, para acompanhar arcos e criadores favoritos;
- Pull List, que reúne as novas edições das séries seguidas, e uma seção de próximos lançamentos;
- leitura quadro a quadro com o sistema de painéis inteligentes atualizado.
Segundo David Abdo, gerente-geral de Marvel Comics e franquias, a ideia é criar um app que “possa continuar crescendo e evoluindo” junto com a forma como as pessoas leem quadrinhos. A editora também promete ampliar o catálogo no futuro com histórias de outras marcas da Disney.
O calendário do fim do Marvel Unlimited
Quem ainda assina o Marvel Unlimited precisa ficar de olho nas datas. A Marvel já parou de aceitar novos assinantes em 5 de outubro, e a transição segue este cronograma:
- 16 de novembro: estreia do Marvel Comics e início da importação de bibliotecas; reembolso proporcional automático do tempo não usado;
- 7 de dezembro: o Unlimited para de receber conteúdo e deixa de permitir a leitura;
- 21 de dezembro: último dia para navegar pela biblioteca e conferir se a migração deu certo;
- 28 de dezembro: o aplicativo é removido de vez.
Biblioteca, progresso de leitura, quadrinhos resgatados e edições salvas podem ser levados para o novo app, mas é preciso criar uma conta na WEBTOON. A Marvel recomenda fazer a importação antes de 7 de dezembro. A assinatura, por outro lado, não é transferida: quem quiser continuar lendo terá de contratar um dos novos planos. Quem assinou pela App Store ou pelo Google Play deve tratar o reembolso diretamente com a loja.
E no Brasil?
Esse é o ponto ainda nebuloso. O Marvel Unlimited aceitava assinantes brasileiros, com cobrança em dólar, mas os comunicados oficiais não listam os países atendidos pelo Marvel Comics na estreia, nem confirmam interface ou HQs em português. Até agora, também não há preço local. A expectativa é que esses detalhes fiquem claros com a chegada do app às lojas, em 16 de novembro. Enquanto isso, vale para o leitor brasileiro a mesma recomendação dada a todos: migrar a biblioteca antes do prazo para não perder o histórico.
