O filme “Napoleão,” recentemente lançado nos cinemas, recebe reconhecimento por suas qualidades, destacando a excepcional atuação dos protagonistas, a produção grandiosa e a narrativa épica. No entanto, o renomado diretor Ridley Scott enfrenta críticas pela prolongação de momentos desnecessários na trama, prejudicando a fluidez da experiência cinematográfica. Joaquin Phoenix interpreta convincentemente o papel do estrategista militar Napoleão Bonaparte, cuja ascensão à posição de imperador é o foco central da narrativa.
Obra cinematográfica de Ridley Scott
Napoleão, com estreia marcada para quinta-feira (23) nos cinemas, encapsula a essência de um filme de sucesso. As interpretações excepcionais da dupla principal, a produção grandiosa e a sensação de uma história épica elevam o filme a alturas louváveis. No entanto, a inclinação de Ridley Scott para prolongar momentos desnecessários na trama adiciona um toque de tédio, tornando a experiência excessivamente prolongada.
A Jornada épica de Napoleão Bonaparte
Na trama, Napoleão Bonaparte (Joaquin Phoenix) testemunha a França passando por transformações radicais. Um gênio tático na guerra, o líder militar prova sua competência no campo de batalha com astúcia estratégica. O filme de Scott narra a ascensão do protagonista à posição de imperador.
O diretor de Blade Runner — O Caçador de Androides (1982) superou as expectativas nas cenas de combate. Apesar de seus 85 anos, Scott conseguiu transmitir com sucesso a brutalidade e impetuosidade do homem durante a guerra, sem medo de retratar sangue, vísceras e até animais feridos nos momentos violentos da trama.
Uma história de guerra e amor
No entanto, o cineasta habilmente entrelaçou essas cenas intensas com a história de amor entre Napoleão e Josefina (Vanessa Kirby). Implacável no campo de guerra, o ex-imperador francês tinha uma fraqueza: sua obsessão pela mulher.
Joaquin Phoenix e Vanessa Kirby exibiram uma química notável, com a atriz de The Crown (2016) provando mais uma vez sua merecida presença nos holofotes de Hollywood. O relacionamento na tela entre Napoleão e Josefina aprofundou o lado humano do militar e trouxe uma perspectiva diferente sobre o amor.
Duas versões do filme de Napoleão
Napoleão teve dois lançamentos simultâneos. Uma versão do filme chega aos cinemas, enquanto uma produção diferente e mais completa estreará no Apple TV+. Scott decidiu aproveitar essa oportunidade rara na indústria para contar duas histórias.
Nos cinemas, o público verá a versão comercial de Napoleão, com duração de 2h38min. No Apple TV+, a conversa já é outra. A plataforma de streaming oferecerá mais de uma alternativa para acompanhar Phoenix como o ex-imperador francês.
Além da versão do cinema, o streaming também terá disponível o corte estendido de Scott, com mais de quatro horas de duração. O diretor aproveitou o lançamento na plataforma para contar a história de Napoleão Bonaparte por completo, sem a preocupação comercial do estúdio. A trama ainda não tem previsão de estreia no Apple TV+.
Impacto na qualidade cinematográfica
A decisão, no entanto, pode ter afetado a qualidade da versão exibida nos cinemas. Durante a trama de Napoleão, o diretor parece acelerar momentos importantes e prolongar cenas desnecessárias. O filme é épico, grandioso, com atuações tremendas e uma excelente produção, mas a trama torna-se maçante e dá a sensação de ser extremamente longa.
Dirigido por Scott, Napoleão também conta com Tahar Rahim, Rupert Everett, Riana Dulce, Mark Bonnar, Paul Rhys, Ben Miles e Ludivine Sagnier no elenco.